sábado, 25 de fevereiro de 2017

A diferença entre axé, pagode, samba e arrocha, segundo os baianos

Juliana Lisboa
De Salvador para a BBC Brasil

Mistura de sons em trios elétricos e blocos de rua torna mais difícil para os foliões reconhecerem estilos musicais do Estado

Há quem diga que, para distinguir e definir os estilos da música baiana, somente sendo músico ou pesquisador. No Carnaval, então, a mistura de sons é ainda mais homogênea, e fica mais difícil entender se o que está tocando é samba, pagode, arrocha ou axé music, ritmos próprios da folia. Isso até mesmo para quem é da terra.

Se o folião é turista, a tarefa fica ainda mais complicada. Isso acontece porque, na música popular baiana, os músicos têm sua forma própria de tocar os instrumentos, na escolha dos arranjos, na execução do tempo e nas letras.

Mesmo em ritmos conhecidos no país inteiro, como o samba ─ que, vale lembrar, nasceu na Bahia.

Mas dá para traçar um padrão. Segundo a cantora Daniela Mercury, para funcionar na Bahia o que vale na música é a cadência.

"O baiano gosta de dançar. Se der para ele dançar, ótimo. Se não, ele rechaça. É impressionante. Só funciona se tiver suingue", diz ela, em entrevista à BBC Brasil.

Esse ritmo dançante, aliado à cultura de matriz africana e os estilos incorporados ao longo dos anos, formam a identidade da música baiana.

Entenda as principais características de cada ritmo:

O samba na Bahia tem mais influência das religiões de matriz africana do que o tocado no Rio de Janeiro, segundo especialistas

Samba

O samba da Bahia segue o mesmo padrão do samba de roda, que nasceu por volta de 1860 na região do Recôncavo Baiano, no interior do Estado.

É um pouco diferente do 'irmão mais novo', o samba carioca, que foi popularizado no Rio de Janeiro com as escolas de samba e com o samba-exaltação.

A principal diferença no som vem do fato de que, na Bahia, o ritmo tem uma influência maior de instrumentos utilizados nas religiões de matriz africana, como os atabaques. E outra coisa muito importante: no samba baiano, não há cuíca.

"O nosso samba é mais próximo do samba de roda. O samba de Riachão, de Batatinha. Mas temos diferenças na execução, sobretudo do tempo, que favorece a dança com rebolado. Dizem que o baiano dança samba com a bunda, e que o carioca dança com o pé", diz o jornalista, DJ e produtor Luciano Matos.

Assista: Cada macaco no seu galho, de Riachão

Coreografias são uma das principais marcas do pagode baiano, assim como a influência de danças africanas

Pagode

O pagode baiano é 'filho' do samba, mas incorpora, também, instrumentos eletrônicos, misturas com a batida do funk e outros ritmos dançantes.

De acordo com a jornalista e youtuber Maíra Azevedo, especializada em música e entretenimento, são os elementos acústicos de origem africana que diferenciam o samba do pagode baiano.

"O samba se restringe à percussão. Tem a gonga, alguns usam o atabaque, o pandeiro. Mas sem qualquer instrumento eletrônico. Isso é samba", define.

Mas se você tem dúvida se o que está ouvindo é pagode, Azevedo indica observar se as pessoas ao redor estão dançando igual.

"Se a música é coreografada, é pagode", define.

Basta lembrar dos hits do grupo É O Tchan - mesmo quem não gosta sabe até hoje as coreografias mais importantes.

O músico Jonga Cunha, que é autor de Por Trás dos Tambores, livro sobre os bastidores do axé music, tem uma teoria sobre a diferença entre o pagode baiano e o do eixo Rio-São Paulo.

"O pagode do Rio é um pouco mais lento, o nosso é mais dançante por influência do samba de roda, da conga e dos cânticos do candomblé. Quando toca, não fica ninguém parado."

"Aí dizem que as letras são ruins. Mas são ruins no Brasil todo, o pagode baiano é uma maravilha", defende.

Maíra aponta que o pagode ainda é muito marginalizado, dentro e fora da Bahia.

"Existe uma discriminação muito grande porque algumas letras são sexualizadas, até mesmo explícitas", diz.

E, de fato, mesmo o maior fã de pagode concorda que, na Bahia, existe o termo 'baixo astral' para classificar as músicas de cunho muito sexual ou que sejam ofensivas às mulheres.

Mas Maíra defende que o preconceito não para por aí.

"A maioria das grandes bandas, mesmo as do alto escalão, veio de bairros extremamente pobres de Salvador. É o caso do Psirico, que vem do Engenho Velho de Brotas; Harmonia do Samba, de São Caetano; e Leo Santana, de Boa Vista do Lobato. E tudo que vem da periferia é tratado com desdém", opina.

Luciano Matos concorda. "Acho que hoje o pagode e o arrocha encontram o mesmo tipo de preconceito que o Olodum teve no final dos anos 1980 e 1990. É o que as pessoas de classe média e alta veem como música de pobre, música de empregada doméstica", critica.

Assista: Daquele Jeito, de Harmonia do Samba

O Arrocha nasceu em Candeias, na região metropolitana de Salvador, como uma espécie de "brega" baiano

Arrocha

Esse pode ser o grande motivo que impediu que o sertanejo universitário, que virou moda em boa parte do Brasil, tomasse conta da Bahia.

Com influência do forró e das músicas de seresta, o arrocha é a autêntica música de dor de cotovelo. E, assim como os outros ritmos, também é dançante.

"O latino-americano adora cantar o amor que perdeu em vez do amor que tem ou que vai ganhar. É uma música de dor e é musica de amor, também. Acho que é por isso que o sertanejo universitário está na moda. Não 'pega' tanto aqui na Bahia porque temos uma música local muito forte, que é o arrocha, que já faz sucesso há bastante tempo", diz Jonga Cunha.

Daniela Mercury acredita que a música estilo dor de cotovelo já está incorporada na cultura baiana.

"Dentro do universo da 'sofrência' você tem o arrocha, o groove arrastado do pagode e o próprio samba de roda. Esse sertanejo novo é uma variação do forró nordestino, o mesmo do arrocha, que começou a fazer sucesso. E já são velhos conhecidos nossos. Não temos preconceito e não temos limite para essa mistura."

Assista: Desapeguei, de Pablo

Axé music

Talvez o axé music seja o que mais divide artistas, pesquisadores e o próprio folião baiano.

Para Luciano Matos, não é um ritmo, mas um estilo com vários ritmos.

Para Daniela Mercury, é um gênero musical, que possui influências diversas e múltiplas adaptações.

Já Jonga Cunha acredita que o axé é um movimento musical, como a Tropicália e a Bossa Nova.

Todos eles, no entanto, concordam que o axé pode ser visto como a representação musical do Carnaval da Bahia.

"Na verdade, o nome axé é um guarda-chuva para o universo infinito de possibilidades rítmicas. Então, o axé não é um ritmo, é um gênero musical, que é muito certo para o Carnaval em cima do trio, e que incorpora todos os ritmos mundiais, entre rock, reggae, funk... Desde que tenha o suingue", resume a cantora, que se tornou a primeira representante nacional do estilo.

Para Daniela Mercury, expressão "axé music" abarca diversos tipos de música que podem ser tocadas na festa de rua, desde que tenham suingue

O axé foi concebido - ainda sem esse nome - na década de 1950, quando Armandinho, Dodô e Osmar misturaram o frevo pernambucano com o galope, derivado do forró, e a guitarra elétrica. Mais tarde, vieram as influências de ritmos afro-brasileiros como o samba-reggae, e o ijexá do grupo Ilê Ayiê.

Mas a evolução musical continuou para além disso. "Artistas como Luiz Caldas e Geronimo juntaram outras referências, como ritmos latinos. Tanto é que o Pará tem até uma rixa com a gente, porque a lambada, que é deles, ficou famosa aqui", afirma Luciano Matos.

A percussão tornou-se tão importante no estilo que os próprios artistas começaram a incorporar, em sua forma de escrever e de cantar, sons que imitavam instrumentos como o timbal.

"(A letra do Olodum) 'Avisa lá que eu vou chegar mais tarde, oh yeah / Vou me juntar ao Olodum que é da alegria' é bem rítmica, é quase uma percussão feita com a letra da música e com a voz. Isso é algo bem próprio da música de Salvador", explica Mercury.

Nos anos 1980, o termo "axé music" foi criado, com cunho pejorativo, pelo crítico Hagamenon Brito. Mas acabou sendo adotado por produtores e artistas.

"Depois daí surgiu o que se chama de axé, com uma linguagem mais pop e de refrão fácil de decorar", disse Luciano Matos.

Basta lembrar as músicas mais famosas de Ivete Sangalo, Chiclete com Banana e Asa de Águia, com muitas exclamações e refrões que falam de amor e, claro, de seguir os trios elétricos no Carnaval.

Ritmo da Criação

Estou no ritmo que comanda a criação.
Estou evolução e expensão.
Esse é o propósito de Deus!

O Tempo,

Sugestão de Rayam Márcio Augusto

"Vamos aprendendo com o tempo. Amadurecendo, crescendo... Doí, mas muitas vezes é preciso sentir para caminhar, é preciso cair para levantar, é preciso chorar para valorizar o sorrir. Ser um Guerreiro é também sofrer com perdas, encontrar o chão, sangrar com as dores, mas é acima de tudo ter fé em dias melhores, não desistir e levantar quando todos pensam que o sonho acabou."

Autor desconhecido

Deriva ou controle?

Identifique seu foco, sua atenção e suas verdadeiras intenções para com sua família, seu trabalho, seus amigos, seus pais e para com o mundo.

Recoloque - se e faça parte do universo, não fique à deriva esperando que alguém faça algo por você.

Apenas descubra o que realmente quer para a sua vida e trabalhe nessa direção. Deixe o Universo trabalhar um pouco por você. As pessoas fazem parte disso, são elas que ele ajudaram e lhe trarão oportunidade necessárias.

Pare de ser egoísta e orgulhoso e renda - se a humildade, pois ninguém conquista nada nessa vida sozinho.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A lei da Certeza

Essa é a lei da Fé. Se não carregar a certeza daquilo que sonha e deseja, então nada se concretizará na sua vida.

Certeza é ter dentro de você a convicção de que está pronto para receber o que o Universo lhe reservou. É estar alinhado ao seu centro de sinergia e na frequência dos seus desejos.

Procure canalizar sua energia vital para um foco comum, pois, para onde você for a sua atenção, sua energia será manifestada.

Seu foco de atenção é como a luz solar que dá vida às sementes de uma plantação. Quanto mais irradiar atenção aos seus desejos, mais resultados positivos obterá. Portanto, mantenha atenção naquilo que tem certeza que será realizado um dia. Faça com que as sementes dos seus sonhos germinem e mais adiante possa colher bons frutos. A certeza é o canal, é o que protege suas vibrações e intensões, pois mantém o foco da atenção devidamente protegidos perante os contratempos e discórdias que surgem durante a caminhada.

Sempre que tornar um desejo real em sua mente, primeiro identifique suas reais intenções e a certeza de que conseguirá. Do contrário, não desperdice energia, evite contratempos e frustrações. Por outro lado, se o bem-estar invadir sua alma, vá convicto e aberto para as boas novas que surgirão pelo caminho.

Você tem que facilitar o trabalho de comunicação de sua mente com a mente Universal. O ideal é parar de focar sua atenção do mundo de dificuldades, repleto de medos e ansiedades.

É essencial ter clareza e lucidez sobre seus pensamento.

Trecho extraído do livro "A Era de Ouro da Humanidade",  de Carlos Torres e Sueli Zanquim.

Ego e Self na sua saúde

O ego nasce como um fenômeno acumulativo, um subproduto do viver com os outros, um reflexo, aquilo que os outros pensam. Segundo Osho, o verdadeiro só pode ser conhecido através do falso, portanto o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele, isso é uma disciplina. Primeiro precisamos conhecer o que não é verdadeiro. Encontrar o falso, a ilusão Pois é através desse encontro que somos capazes de conhecer a verdade, o nosso eu interior, o que realmente somos, o self.

O ego é um subproduto social. A sociedade compõem tudo que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo que o cerca, tudo exceto você. A sociedade e todas as pessoas refletem o que você é.    Sua mãe, seus amigos, a família, a escola, todos gradualmente acrescentaram algo ao seu ego, assim ele começa a se construir. Todos tentaram modificá - lo, de forma que você não se transforme numa ameaça para sociedade. Essa, por sua vez, não está preocupada com o fato de que necessita atingir o autoconhecimento, visto que o seu verdadeiro self não pode ser manipulado, ajuizado ou controlado. Temos um centro que floresce dentro de nós, por essa razão os hindus os denomina de lótus (que é um Florescer), o Lótus de mil pétalas, de infinitas pétalas, que floresce ininterruptamente, sem parar, e que jamais se extingue.

Vivemos dentro desses dois mundos.

O mundo do Ego que é a forma que entendemos o nosso exterior, as pessoas e as situações que a sociedade nos impõe. O do Self, por sua vez, não é o mundo que foi construído, é exatamente o seu mundo interior, o que você realmente é - sua essência verdadeira que flui dentro de você -, essa vivência é a sua alma. Quanto mais se aprofundar em sua essência, mais distante estará do ego e tudo se tornará claro como a luz, fazendo com que o caos desapareça dando lugar à própria ordem da sua existência.
Heráclito chamava essa essência de Logos, Lao Tzu de Tao e Buda de Dharma.

Self é o que você é, sua essência, "sua consciência" que sobrevive durante todas as suas encarnações, sua bagagem vivencial completa e agrupada.

Propósito é o que você se propôs a fazer com toda essência que você possui.
Todos nós temos o ego (exterior) e o Self (interior).

Quando escolhemos vir ao mundo físico, já tinhamos a consciência de que teríamos que experimentar essa dualidade (ego x Self) justamente para podermos ampliar a nossa sabedoria em assuntos que ainda, até o presente, não conseguimos desenvolver, ou seja, o objetivo principal é entender o universo externo através do Ego e aprender a se relacionar com o mesmo universo, e as pessoas que nele se apresentam, da melhor forma possível através do Self.

Não é realmente algo fácil, pois o mundo racional, tecnológico, enfático em modelos de total superação, beleza, perfeição física e social, distorce toda uma visão interior e transforma a busca pelo encontro individual e espiritual, em algo secundário e ilusório.

Há uma necessidade de harmonizar esses dois mundos, e de sempre estar conectado com o seu eu interior, para que tenha discernimento de identificar quem está no comando - o ego ou o self -,  e partir para um novo começo, onde suas decisões e escolhas que envolvem eventos emocionais individuais ou até mesmo coletivos, sejam conduzidas ao seu crescimento interior, e não mais direcionados ao sofrimento e a dor.

Se estiver conectado com sua essência, e consciente de quem você realmente é, e por que está aqui, suas escolhas serão soberanas e a probabilidade de arrependimento será neutra. Mesmo que tenha percalços durante a caminhada, estará tranquilo, pois caminhará sobre solo firme. Se tiver a certeza junto a você, seguirá seguro a qualquer lugar que deseje estar.

Conviver com o falso mundo (ego) é preciso, porém mais importante que isso, é manter o seu self, sua essência, sempre ativa.

Quando o ego domina o self, você fica à mercê das frustrações, do arrependimento e das decepções. O mundo externo lhe consome por inteiro, caindo novamente nas teias dos desejos alheios, vivendo o falso, a ilusão. Tudo o que fizer, está no fundo sendo feito para agradar outra pessoa, mostrar a alguém, ou ao mundo, algo que queira que enxergem em você, sempre em busca do reconhecimento, da aceitação.

Quando o ego está em evidência, você se posiciona como vítima, está clamando por atenção, como se estivesse em seu pequeno berço quando ainda era bebê, bradando pela atenção da sua querida mamãe. Na verdade está pedindo uma espécie de ajuda inconsciente, está implorando para que lhe enxerguem, já que você mesmo não consegue se avistar. Quando reativa seu self, descobre que todo esse reconhecimento de que necessita, e a força que procura externamente, está dentro de você. Essa força interna, todos possuem, mas poucos conseguem encontrá - lá, pois não acreditam em si próprios e seguem muitas vezes uma vida inteira procurando a esmo, sem saber que tudo está na verdade em seu interior.

A pessoa ego, sempre se coloca em posição de comparação e não de autenticidade. Essa posição é muito perigosa, pois se não se tem controle sobre ela, podendo levá - lo aos sentimentos mais abjetos possíveis.

Trecho extraído do livro "A Era de Ouro da Humanidade",  de Carlos Torres e Sueli Zanquim.

Silêncio

"Penso 99 vezes e nada descubro. Deixo de pensar, mergulho no silêncio, e a verdade me é revelada."

Albert Einstein

Sabedoria